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11.8.09

Post inaugural: o Reidoxaveco no ar!!!

Saudações, pessoal!!
Como é evidente, este é o primeiro post do Reidoxaveco e a intenção aqui é me apresentar e trazer uma ideia dos temas que nós trataremos nesse espaço fantástico.
Este que vos escreve é mais uma dessas pessoas que se obcecam por alguns temas e, num processo de amadurecimento,faz a adequação do conhecimento adquirido para a própria  realidade, conciliando a uma estrutura própria de valores, conceitos etc.
Aqui vamos tratar do universo dos PUAS (Pick Up Artists), estratégias, approaches, inner game, sistemas e mais um monte de assuntos bastante específicos, mas que têm tudo a ver com a construção de uma nova percepção das dinâmicas sociais e da "Sedução" em si. Paulatinamente vamos construindo uma discussão bacana e agregando os vários elementos que integram todo o arcabouço de ferramentas de que dispõe um PUA.
Entendo que a velocidade com que as coisas acontecem hoje produz nas pessoas uma ansiedade quase patológica, e, por vezes, muitos de vocês caíram nessa page buscando uma fórmula mágica para aplicar nesse aspecto da vida. Nossa proposta não é apresentar short-cuts, mas discutir com nossos visitantes formas de racionalizar o processo e maximizar resultados. Enfim, buscar estratégias de excelência aplicáveis aos nossos contextos.
Meu primeiro contato com a ‘seduction community’ foi em 2007, quando um amigo de faculdade falou de um certo PUA tupiniquim que, na época, estava disseminando um determinado ‘framework’ de sedução e fez algumas aparições na TV, figurando como expert no assunto.
O papo pareceu interessante e saí pela internet procurando o tal PUA. Encontrei informações sobre o site dele ( http://www.pickupgenius.com ) e algumas referências sobre o sistema base pelo qual ele rezava a missa. Resolvi procurar na fonte e digitei PUA no google. Na época, uma das primeiras referências era feita ao livro do Neil Strauss “The Game”. Resolvi que era um livro a ser lido e tentei encontrá-lo nas prateleiras de todas as livrarias virtuais, mas nada de sucesso. Fazendo todo tipo de busca pela versão em pdf, acabei por descobrir o feedthebrain, um extinto forum fechado em que o pessoal fazia sharing de muito material bacana relacionado a ‘personal improvement’.
Lá achei uma cópia do “The game”, foram 3 dias de leitura incessante. Cada capítulo fazia com que minha cabeça abrisse mais e mais, passei de um estado puramente reativo das interações sociais para um momento de profunda análise, uma revolução interior começou a tomar conta de mim. Lembro que na época eu dizia que estava começando a enxergar a matrix, e comecei a procurar mais profundamente. Cada guru que o Neil Strauss citava eu fazia uma busca, encontrava material, lia e adicionava o que era congruente com minhas teorias pessoais.
Assim fiz com Ross Jeffries, Mystery, Eban Pagan, Sin, DavidX, David Shade, Rasputin, Tyler Durden, Mehow etc. Foi uma obcessão, como falei. No final, compilei uma quantidade enorme de informação e comecei a viver a partir de uma nova perspectiva.
No período em que descobri a seduction community era casado. Assim, por ‘compliance’ a princípios pessoais, não tinha como usar as técnicas que estava descobrindo para iniciar outros relacionamentos. Entretanto, comecei a usar tais ferramentas em todos os relacionamentos que tinha, não importando o escopo.
Alguns fatos dentro do relacionamento que tinha na época ressaltavam que eu tinha um perfil beta e ela, de certa forma, se mantinha no controle da situação. Nessa época eu já estava casado há 5 anos, e jamais havia tido um “relacionamento paralelo”. Realmente bebia da fonte do senso comum que dita parâmetros de fidelidade construídos sobre uma base de abstrações como amor e pecado. A verdade é que eu realmente tinha certeza de que a amava.
Entretanto, um ano antes de ter meu primeiro contato com a seduction community, tive meu mundo emocional bombardeado. Descobri que ela teve um caso durante um curso de formação de três meses que fez em outra cidade e, após confrontá-la, pelo medo do vazio que me trazia a ideia de perdê-la, resolvi relativizar meu conceito de fidelidade. Assim, após receber toda sorte de promessas da parte dela, resolvi fazer vista grossa e continuar com o relacionamento. Até então, só posso dizer que minha forma de encarar a vida era extremamente inocente, extremamente reativa.
Verdade é que depois disso, passado meu medo de perdê-la, passei a ter com ela uma relação dual. Desejava estar com ela, mas ao mesmo tempo a olhava como se fosse a maior vadia que já houvera conhecido, no final das contas, era um mix de desejo, nojo e ódio. Era uma verdadeira montanha-russa de emoções. Era completamente desequilibrado. Essa situação toda hoje só me revela que o maior erro que cometi foi viver um perfil beta.
O quadro começou a mudar depois da minha revolução mental pessoal. Meu senso crítico dos relacionamentos, do comportamento humano, da reatividade primata que existe em nós, das mulheres e da imagem que eu vendia promoveu um ataque sutil a tudo o que estava estabelecido. A estrutura que gravitava ao meu redor foi toda reconstruída.
Após 1 ano do meu primeiro contato com a seduction community, decidi que ela não valia a pena, nada na minha vida valia a pena, além dos meus filhos. Das três áreas que compõem o núcleo da existência (saúde, amor e dinheiro), eu percebia que apenas a minha saúde não era um fracasso. Todo o resto tinha de ser mudado.
Mudanças não são feitas de um dia pro outro, embora nós sempre queiramos que assim seja. Resumindo, motivos pessoais, principalmente os filhos e um projeto grande que pressupunha a conveniente continuidade do meu relacionamento me demoveram de dar um final a tudo aquilo.
Comecei, então, a dar o troco. Pus em prática todo o framework de sedução que estava aprendendo em lugares bastante comuns: trabalho, bibliotecas, congressos, feiras, supermercados, parques de corrida, academia etc. Sargeava em qualquer lugar e fisgava HBs de altíssimo valor.
Várias dessas sarges serão objeto de discussão posterior aqui no blog, pois eram meu laboratório.
A coisa foi ficando crítica, e, embora meu casamento estivesse cada vez mais intenso, no sentido sexual da coisa, a distância ideológica era evidente. Em 2009, em uma visita comum à biblioteca, sargeei uma HB 9 que acabou virando minha namorada, mesmo sabendo do casamento e tudo. Jamais fiz falsas promessas, e sempre repetia que não deixaria minha familia até que as crianças fossem crescidas o bastante para não sentir o impacto, embora estivesse absurdamente envolvido com essa HB.
Foi um ano de relacionamento paralelo com ela, além de outros 2 paralelos de menor importância emocional e alguns esporádicos puramente sexuais. Na época, fazia faculdade à noite e ea fácil camuflar toda essa atividade extra-classe.
A coisa terminou porque a casa caiu. A ex-esposa descobriu alguns registros no cartão e pesquisou. Fez um dossiê e me confrontou. Me deliciei com a situação, mas o medo voltou denovo. Entretanto, nossa conexão já havia sido tão abalada que ela em si já não era importante, mas a estrutura familiar que tínhamos era.
Ela, num surto de justiça disse que aquilo era um empate, que devíamos reconstruir as coisas e que, assim como eu fizera, ela me perdoaria desde que eu me devotasse a consertar as coisas denovo.
Não era minha intenção gastar energia fazendo uma colcha de retalhos. Emendáceos não iriam solver nossas diferenças. A única congruência que ainda existia era sexual.
Ela se esforçou e conseguiu fingir que estava superando tudo. Cooperei no que não exigia demais de mim. Num momento, após analisar toda a história, achei que realmente devia largar mão de procurar mais parceiras sexuais e me focar só nela. Decidi ajudá-la a reerguer a auto-estima e se blindar com conceitos menos restritivos. No último esforço que fizemos, cooperei para que ela pusesse próteses de silicone e cuidei dela.
Estava voltado 100% para a familia. E, num surto, percebi q tinha algo errado. Descobri a última traição por parte dela. Os detalhes fizeram com que a coisa tomasse proporções colossais e, em março de 2011, estava eu descasado, finalmente.
De março a novembro do mesmo ano vivi meu próprio PUA project. Primeiro porque precisava me afirmar, segundo pq isso mantinha minha cabeça ocupada. Reestruturando informações, aplicando estratégias, mudando estratégias etc. Nesse período conheci 36 mulheres, cada uma teve um approach customizado e dessas 36, apenas 4 não chegaram ao sexo.
Em novembro, resolvi que devia sossegar e fixar com uma namorada, pois precisava estudar. Namorei por 4 meses e não conseguia mais me encaixar, pois foram 4 mesesem que não conseguia fixar minha energia sexual só a essa nova namorada, havia mais alguns contatos que ainda me tomavam um bom tempo.
Resolvi dar um break de 100 porcento com as paralelas e sumir por uns 15 dias, ficando só com a namorada. Concluí que era perda de tempo. Voltei à solteiragem, mas menos de um mês depois, conheci uma HB 8.5 de um senso de humor fantástico com quem estou até hoje. Isso não significa que a sarge life acabou. A coisa é viciante, e isso todo homem que entra nesse meio sabe.
O relato não cobriu detalhes, mas é um overview interessante que certamente também serve de base para o aprendizado. Várias experiências serão pormenorizadas e teremos boas análises nesse blog. Assim, espero que tenhamos uma vida longeva de compartilhamento de experiências.
Grande abraço.

Willdjoker

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