Saudações,
pessoal!!
Como
é evidente, este é o primeiro post do Reidoxaveco e a intenção aqui é me
apresentar e trazer uma ideia dos temas que nós trataremos nesse espaço
fantástico.
Este
que vos escreve é mais uma dessas pessoas que se obcecam por alguns temas e,
num processo de amadurecimento,faz a adequação do conhecimento adquirido para a
própria realidade, conciliando a uma
estrutura própria de valores, conceitos etc.
Aqui
vamos tratar do universo dos PUAS (Pick Up Artists), estratégias, approaches, inner
game, sistemas e mais um monte de assuntos bastante específicos, mas que têm
tudo a ver com a construção de uma nova percepção das dinâmicas sociais e da
"Sedução" em si. Paulatinamente vamos construindo uma discussão
bacana e agregando os vários elementos que integram todo o arcabouço de
ferramentas de que dispõe um PUA.
Entendo
que a velocidade com que as coisas acontecem hoje produz nas pessoas uma
ansiedade quase patológica, e, por vezes, muitos de vocês caíram nessa page
buscando uma fórmula mágica para aplicar nesse aspecto da vida. Nossa proposta
não é apresentar short-cuts, mas discutir com nossos visitantes formas de
racionalizar o processo e maximizar resultados. Enfim, buscar estratégias de
excelência aplicáveis aos nossos contextos.
Meu
primeiro contato com a ‘seduction community’ foi em 2007, quando um amigo de
faculdade falou de um certo PUA tupiniquim que, na época, estava disseminando
um determinado ‘framework’ de sedução e fez algumas aparições na TV, figurando
como expert no assunto.
O
papo pareceu interessante e saí pela internet procurando o tal PUA. Encontrei
informações sobre o site dele ( http://www.pickupgenius.com
) e algumas referências sobre o sistema base pelo qual ele rezava a missa.
Resolvi procurar na fonte e digitei PUA no google. Na época, uma das primeiras
referências era feita ao livro do Neil Strauss “The Game”. Resolvi que era um
livro a ser lido e tentei encontrá-lo nas prateleiras de todas as livrarias
virtuais, mas nada de sucesso. Fazendo todo tipo de busca pela versão em pdf,
acabei por descobrir o feedthebrain, um extinto forum fechado em que o pessoal
fazia sharing de muito material bacana relacionado a ‘personal improvement’.
Lá
achei uma cópia do “The game”, foram 3 dias de leitura incessante. Cada
capítulo fazia com que minha cabeça abrisse mais e mais, passei de um estado
puramente reativo das interações sociais para um momento de profunda análise,
uma revolução interior começou a tomar conta de mim. Lembro que na época eu
dizia que estava começando a enxergar a matrix, e comecei a procurar mais
profundamente. Cada guru que o Neil Strauss citava eu fazia uma busca,
encontrava material, lia e adicionava o que era congruente com minhas teorias
pessoais.
Assim
fiz com Ross Jeffries, Mystery, Eban Pagan, Sin, DavidX, David Shade, Rasputin,
Tyler Durden, Mehow etc. Foi uma obcessão, como falei. No final, compilei uma
quantidade enorme de informação e comecei a viver a partir de uma nova
perspectiva.
No
período em que descobri a seduction community era casado. Assim, por
‘compliance’ a princípios pessoais, não tinha como usar as técnicas que estava
descobrindo para iniciar outros relacionamentos. Entretanto, comecei a usar
tais ferramentas em todos os relacionamentos que tinha, não importando o
escopo.
Alguns
fatos dentro do relacionamento que tinha na época ressaltavam que eu tinha um
perfil beta e ela, de certa forma, se mantinha no controle da situação. Nessa
época eu já estava casado há 5 anos, e jamais havia tido um “relacionamento
paralelo”. Realmente bebia da fonte do senso comum que dita parâmetros de
fidelidade construídos sobre uma base de abstrações como amor e pecado. A
verdade é que eu realmente tinha certeza de que a amava.
Entretanto,
um ano antes de ter meu primeiro contato com a seduction community, tive meu
mundo emocional bombardeado. Descobri que ela teve um caso durante um curso de
formação de três meses que fez em outra cidade e, após confrontá-la, pelo medo
do vazio que me trazia a ideia de perdê-la, resolvi relativizar meu conceito de
fidelidade. Assim, após receber toda sorte de promessas da parte dela, resolvi
fazer vista grossa e continuar com o relacionamento. Até então, só posso dizer
que minha forma de encarar a vida era extremamente inocente, extremamente
reativa.
Verdade
é que depois disso, passado meu medo de perdê-la, passei a ter com ela uma
relação dual. Desejava estar com ela, mas ao mesmo tempo a olhava como se fosse
a maior vadia que já houvera conhecido, no final das contas, era um mix de
desejo, nojo e ódio. Era uma verdadeira montanha-russa de emoções. Era
completamente desequilibrado. Essa situação toda hoje só me revela que o maior
erro que cometi foi viver um perfil beta.
O
quadro começou a mudar depois da minha revolução mental pessoal. Meu senso
crítico dos relacionamentos, do comportamento humano, da reatividade primata
que existe em nós, das mulheres e da imagem que eu vendia promoveu um ataque
sutil a tudo o que estava estabelecido. A estrutura que gravitava ao meu redor
foi toda reconstruída.
Após
1 ano do meu primeiro contato com a seduction community, decidi que ela não
valia a pena, nada na minha vida valia a pena, além dos meus filhos. Das três
áreas que compõem o núcleo da existência (saúde, amor e dinheiro), eu percebia
que apenas a minha saúde não era um fracasso. Todo o resto tinha de ser mudado.
Mudanças
não são feitas de um dia pro outro, embora nós sempre queiramos que assim seja.
Resumindo, motivos pessoais, principalmente os filhos e um projeto grande que
pressupunha a conveniente continuidade do meu relacionamento me demoveram de
dar um final a tudo aquilo.
Comecei,
então, a dar o troco. Pus em prática todo o framework de sedução que estava
aprendendo em lugares bastante comuns: trabalho, bibliotecas, congressos,
feiras, supermercados, parques de corrida, academia etc. Sargeava em qualquer
lugar e fisgava HBs de altíssimo valor.
Várias
dessas sarges serão objeto de discussão posterior aqui no blog, pois eram meu
laboratório.
A
coisa foi ficando crítica, e, embora meu casamento estivesse cada vez mais
intenso, no sentido sexual da coisa, a distância ideológica era evidente. Em
2009, em uma visita comum à biblioteca, sargeei uma HB 9 que acabou virando
minha namorada, mesmo sabendo do casamento e tudo. Jamais fiz falsas promessas,
e sempre repetia que não deixaria minha familia até que as crianças fossem
crescidas o bastante para não sentir o impacto, embora estivesse absurdamente
envolvido com essa HB.
Foi
um ano de relacionamento paralelo com ela, além de outros 2 paralelos de menor
importância emocional e alguns esporádicos puramente sexuais. Na época, fazia
faculdade à noite e ea fácil camuflar toda essa atividade extra-classe.
A
coisa terminou porque a casa caiu. A ex-esposa descobriu alguns registros no
cartão e pesquisou. Fez um dossiê e me confrontou. Me deliciei com a situação,
mas o medo voltou denovo. Entretanto, nossa conexão já havia sido tão abalada
que ela em si já não era importante, mas a estrutura familiar que tínhamos era.
Ela,
num surto de justiça disse que aquilo era um empate, que devíamos reconstruir
as coisas e que, assim como eu fizera, ela me perdoaria desde que eu me devotasse
a consertar as coisas denovo.
Não
era minha intenção gastar energia fazendo uma colcha de retalhos. Emendáceos
não iriam solver nossas diferenças. A única congruência que ainda existia era
sexual.
Ela
se esforçou e conseguiu fingir que estava superando tudo. Cooperei no que não
exigia demais de mim. Num momento, após analisar toda a história, achei que
realmente devia largar mão de procurar mais parceiras sexuais e me focar só
nela. Decidi ajudá-la a reerguer a auto-estima e se blindar com conceitos menos
restritivos. No último esforço que fizemos, cooperei para que ela pusesse
próteses de silicone e cuidei dela.
Estava
voltado 100% para a familia. E, num surto, percebi q tinha algo errado.
Descobri a última traição por parte dela. Os detalhes fizeram com que a coisa
tomasse proporções colossais e, em março de 2011, estava eu descasado,
finalmente.
De
março a novembro do mesmo ano vivi meu próprio PUA project. Primeiro porque
precisava me afirmar, segundo pq isso mantinha minha cabeça ocupada. Reestruturando
informações, aplicando estratégias, mudando estratégias etc. Nesse período
conheci 36 mulheres, cada uma teve um approach customizado e dessas 36, apenas
4 não chegaram ao sexo.
Em
novembro, resolvi que devia sossegar e fixar com uma namorada, pois precisava
estudar. Namorei por 4 meses e não conseguia mais me encaixar, pois foram 4
mesesem que não conseguia fixar minha energia sexual só a essa nova namorada,
havia mais alguns contatos que ainda me tomavam um bom tempo.
Resolvi
dar um break de 100 porcento com as paralelas e sumir por uns 15 dias, ficando
só com a namorada. Concluí que era perda de tempo. Voltei à solteiragem, mas
menos de um mês depois, conheci uma HB 8.5 de um senso de humor fantástico com
quem estou até hoje. Isso não significa que a sarge life acabou. A coisa é
viciante, e isso todo homem que entra nesse meio sabe.
O
relato não cobriu detalhes, mas é um overview interessante que certamente também
serve de base para o aprendizado. Várias experiências serão pormenorizadas e
teremos boas análises nesse blog. Assim, espero que tenhamos uma vida longeva
de compartilhamento de experiências.
Grande
abraço.
Willdjoker
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